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Eleições contra o radicalismo e o ódio

Luiz Carlos Bresser-Pereira
Nota no Facebook, 4.10.2017


Luiz Inácio Lula da Silva é o primeiro grande líder do povo brasileiro desde Getúlio Vargas, mas a classe média e a classe rica o rejeitam de uma maneira radical e antidemocrática. Por que? Porque os padrões morais pelos quais seu partido, o PT, se pautou não foram os melhores? Sim, mas neste ponto o partido apenas copiou o comportamento dos demais.
Porque, sem ter prejudicado os ricos, deu preferência para o povo e não para a classe média tradicional? E também porque, sem agredir os países ricos, ele mostrou uma independência em relação aos interesses do capitalismo financeiro-rentista mundial aos quais os ricos e a classe média se subordinam? Sem dúvida. Essas são as duas verdadeiras razões. São razões políticas e, portanto, legítimas, mas elas não justificam o veto conservador. Justificam sua discordância, justificam o apoio a partidos conservadores como o PSDB e o DEM; jamais a tese reafirmada pelos representantes das duas classes que a candidatura presidencial de Lula é “inaceitável”, é “o mal”. Não justificam excluí-lo das eleições presidenciais do próximo ano.
O Brasil é hoje uma nau sem rumo. Está tomado pelo radicalismo e pelo ódio. Para obter apoio do liberalismo financeiro-rentista (dos ricos, da classe média tradicional e dos interesses estrangeiros) um governo sem qualquer legitimidade adota uma reforma neoliberal absurda e inviável, como foi a emenda que congelou em termos reais os gastos públicos e se dispõe a privatizar monopólios públicos como a Eletrobrás, ao mesmo tempo em que investe contra as reservas indígenas e a proteção do ambiente. Em um momento em que o neoliberalismo recua no mundo rico, avança aqui e nos condena ao atraso.
Não creio que Lula seja o candidato ideal. Em seu governo houve responsabilidade fiscal, mas nada foi feito contra os dois preços macroeconômicos que têm causado desindustrialização e baixo crescimento: os juros altos e o câmbio apreciado no longo prazo. Nada foi feito porque Lula não logrou transformar essa questão em uma questão nacional, e porque não contou com uma assessoria econômica que lhe mostrasse o caminho. No plano econômico, na centro-esquerda, Ciro Gomes está mais preparado do que ele. Na centro-direita, Geraldo Alkmin dificilmente logrará enfrentar o problema, mas é um candidato digno de todo respeito.
Mas nesta pequena nota eu não estou discutindo candidatos à presidência da República. Estou afirmando que uma nação democrática não pode impedir que um líder político da dimensão de Lula seja proibido de concorrer. Os promotores da força-tarefa e o juiz Moro cometeram um grande erro ao eleger Lula como seu principal alvo, e ao condená-lo sem qualquer prova no ridículo caso do tríplex do Guarujá. Já temos um poder executivo e um poder legislativo desmoralizados; cabe ao poder judiciário preservar-se agindo como o árbitro que deve ser e não como parte interessada.
Uma nação é um povo com uma história e um destino comum. A democracia é o regime político que a nação brasileira conquistou em 1984, depois de uma longa e dura luta. As eleições do próximo ano são uma oportunidade para a nação brasileira, depois de uma animada campanha eleitoral, unir-se em torno de um governo legítimo e um projeto de desenvolvimento. Eleições realmente livres são a condição fundamental para superarmos o radicalismo e o ódio e voltarmos a ter uma nação.

  

 

 

 

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