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Lógica da segunda. fase da operação Lava-Jato

Luiz Carlos Bresser-Pereira
Nota no Facebook, 14.5.2017

A operação Lava Jato teve duas fases. A primeira foi a da descoberta de um grande esquema de corrupção na Petrobras pela Polícia Federal, a ação de sua força tarefa de prender e processar os criminosos e a do juiz Moro de condená-los; foi um grande momento do sistema judiciário brasileiro; o Brasil tornou-se maior. Muito diferente vem sendo sua segunda fase – a das delações premiadas. A lógica agora não é mais a da justiça, mas a da moralização autoritária envolvendo abuso de direitos. Aquele ameaçados por sentenças elevadas são presos sem base legal – sem que ameacem fugir ou impedir o funcionamento da justiça – e são mantidos presos até que façam uma delação de acordo com as suspeitas dos procuradores e do juiz. Ao mesmo tempo, as delações são vasadas para a imprensa, para que a sociedade continue a apoiar a Lava Jato e os acusados já sejam desmoralizados antes de qualquer prova contra eles. Definitivamente, não foi para isso que nós, brasileiros, lutamos pela democracia.

  

 

 

 

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