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Castoriadis: Imaginação que liberta e prende

Regina Schöpke
O Estado de S.Paulo, 21.10.2007

Num primeiro volume, obra reúne seminários realizados por Cornelius Castoriadis em 1986 e 1987

O filósofo grego Cornelius Castoriadis (1922-1997) tem em comum com seus compatriotas do passado o gosto pelo pensamento e pela liberdade. Como tal, é um legítimo espírito helênico, quase um homem da antiga polis, no sentido de que seu coração ainda palpita diante dos grandes valores trazidos por aqueles homens que ousaram criar a filosofia e a democracia num mundo onde a tirania se confunde com a própria essência do homem.

Mesmo que ele próprio diga que toda sociedade se “auto-institui”, que cada uma tem seu próprio campo de experimentações e de sentidos, não é menos verdade que o filósofo deve ser capaz de pairar sobre todas elas e atravessar o “céu” humano como um cometa, nunca se deixando apreender e escravizar pelas “verdades” que a humanidade inventou para consumo próprio.

Sim... Castoriadis levou ao limite extremo a idéia do homem como o criador dos valores, dos conceitos, das idéias, enfim, do universo humano - e, nesse sentido, está mais próximo de Nietzsche que de Platão. Mas sem cair naquele profundo e vulgar relativismo que parece nortear a filosofia atual, na qual tudo se equivale e onde ninguém mais ousa criar parâmetros e assumir a tarefa mais nobre da filosofia, que consiste em recriar o mundo, em “dizer” o que as coisas são, Castoriadis se aproxima também do sonho de Platão e de todo grego antigo que um dia acreditou que o “cuidado de si” deve incluir também o cuidado da casa e da cidade.

Em outras palavras - e aqui ele parece atravessar 25 séculos para encontrar seus antepassados - é preciso recuperar o sentido do que significa ser um cidadão, um animal social, membro de uma comunidade de iguais. É preciso entender que a esfera do indivíduo não é separável da esfera política e que para ser senhor de si é preciso lutar pela liberdade, sempre e para sempre.

Citando Aristóteles, para quem o cidadão é aquele que “é capaz de governar e de ser governado” (coisa que o jogo político moderno desconhece), Castoriadis chama de "pseudodemocracia" essa democracia dita representativa, onde - como bem disse Rousseau - os indivíduos se julgam livres quando, de tempos em tempos, escolhem seus governantes, sem entender que eles são livres apenas um único dia: no dia em que votam (e, mesmo assim, sem que tenham escolhido, eles próprios, aqueles em quem irão votar).

Enfim, num tempo em que a insignificância ocupa o trono e onde a mediocridade de valores suplanta tudo o que há de mais elevado no homem, é preciso começar a ouvir as palavras desse filósofo que afirma ser a predominância da imaginação sobre todas as outras faculdades humanas que “condiciona a não-funcionalidade do aparelho psíquico humano”. Dito de outra forma, o homem tem sua lógica quebrada por uma imaginação fabulosa - ao contrário dos animais, que também estão “organizados logicamente” (ainda que não se trate, como diz o filósofo grego, de uma “lógica explícita ou reflexiva”). É claro que é essa faculdade que permite ao homem inventar-se e assim “inventar” a própria sociedade humana, mas também é ela que o aprisiona nas mais profundas contradições e paradoxos. É que, no fundo, as criações imaginárias do homem (e aqui inclui todas as esferas da vida em sociedade) são uma espécie de “mundo próprio”, uma redoma que, ao mesmo tempo, liberta e escraviza, protege dos perigos, mas também impede o contato mais visceral com os devires da vida.

Castoriadis pretendia sistematizar essas e outras questões em uma grande obra - A Criação Humana - que a morte (essa eterna estraga-prazeres da existência) interrompeu. Mas, para um legítimo grego, a morte só significa “final absoluto” ou “esquecimento” para os que estiveram neste mundo “a passeio” e não souberam dar o verdadeiro valor a essa curta, perturbadora, mas também esplêndida existência. No caso de Castoriadis, ela não impediu que tivéssemos acesso às idéias que el

 

 

 

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