The Political Construction of Brazil

2017. An encompassing analysis of Brazil’s society, economy and politics since the Independence. A national-dependent interpretation. Three historical cycles of the relation state-society: State and Territorial Integration Cycle (1822-1929), Nation and Development Cycle (1930-1977) and Democracy and Social Justice Cycle (1977-2010). Crisis since then. (Book: Lynne Rienner Publishers)

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Macroeconomia Desenvolvimentista

2016. With José Luis Oreiro e Nelson Marconi. Our more complete analysis of Developmental Macroeconomics – the central economic theory within New Developmentalism. (book)

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É hora de partir

Paul Krugman

DO "New York Times", Folha de S. Paulo, 23.11.2005

Não faz muito tempo, algumas cabeças sábias ofereceram conselhos àqueles entre nós que, desde 2003, vínhamos argumentando que a idéia da Guerra do Iraque nos foi "vendida" com base em pretextos falsos. Desistam, disseram. Segundo eles, a eleição de 2004 mostrou que jamais conseguiremos convencer a população. Eles sugeriram que paremos de falar do passado e centremos as atenções no que fazer agora.


A realidade deixou claro que estavam enganados. A maioria dos americanos crê que tenhamos sido levados a concordar com a guerra com base em dados falsos. E é só agora, quando o público se deu conta disso, que o debate sobre onde estamos e aonde vamos pode receber a atenção devida.
O discurso do deputado Jack Murtha pedindo a retirada acelerada das forças americanas do Iraque foi repleto de paixão, mas também foi sério e específico de uma maneira que raramente é vista do outro lado do debate. Bush e seus apologistas falam em tom genérico sobre concluir o trabalho iniciado. Mas Murtha falou do número crescente de mortos, da queda no número de recrutas, da freqüência crescente dos ataques insurgentes, da produção petrolífera estagnada etc.


Militar veterano, que se preocupa com os militares dos EUA, Murtha argumentou que nossa presença no Iraque não está melhorando a situação no país, mas fazendo as coisas piorar. Enquanto isso, a guerra está destruindo as Forças Armadas. E é por isso que ele nos quer fora do Iraque o mais rapidamente possível.


A guerra também está acabando com a autoridade moral dos EUA. Quando Bush fala em direitos humanos, o mundo pensa em Abu Ghraib (Murtha mencionou o óbvio: que as torturas em Abu Ghraib ajudaram a mover a insurgência). Quando Washington fala em difundir a liberdade, o mundo pensa na realidade de que boa parte do Iraque é hoje governada por teocratas e suas milícias.


Alguns membros do governo acusaram Murtha de minar a confiança das tropas e ajudar o inimigo. Mas, agora que o governo perdeu a confiança do público, esse tipo de coisa não funciona mais.
Em lugar disso, os defensores de nossa política atual vêm sendo obrigados a apresentar um argumento substantivo: não podemos deixar o Iraque porque uma guerra civil vai começar quando partirmos. Sentimos a tentação de dizer que eles deveriam ter pensado nisso quando nos encorajaram a começar a guerra. Mas a verdadeira pergunta é a seguinte: exatamente quando seria uma boa hora para nos retirarmos do Iraque?


O fato é que não vamos permanecer no Iraque até alcançarmos a vitória, seja o que for que isso significa. Vamos permanecer no máximo até o momento em que nossas forças não agüentarem mais.
Bush nunca pediu ao país os sacrifícios que poderi


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