The Political Construction of Brazil

2017. An encompassing analysis of Brazil’s society, economy and politics since the Independence. A national-dependent interpretation. Three historical cycles of the relation state-society: State and Territorial Integration Cycle (1822-1929), Nation and Development Cycle (1930-1977) and Democracy and Social Justice Cycle (1977-2010). Crisis since then. (Book: Lynne Rienner Publishers)

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Macroeconomia Desenvolvimentista

2016. With José Luis Oreiro e Nelson Marconi. Our more complete analysis of Developmental Macroeconomics – the central economic theory within New Developmentalism. (book)

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País quer acesso ao mercado americano, com ou sem Alca

Celso Amorim

Folha de S.Paulo, 10.1.2005


Às vésperas de novas tentativas para desenterrar a Alca (Área de Livre Comércio das Américas), o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, fala com desdém do projeto e avisa que o interesse maior do Brasil é pelo acesso ao mercado americano. Se for por um acordo bilateral do Mercosul com os EUA, tudo bem. "Nosso objetivo é não enterrar a Alca, é termos uma boa negociação com os EUA. O fato de ser Alca ou não ser Alca, para nós, não é essencial", disse ele à Folha, na sexta-feira, em seu gabinete.

Em tom irreverente, Amorim afirmou que os EUA fazem acordos bilaterais com praticamente todos os países latino-americanos, menos com os do Mercosul. Porque, como diz "intuir", os americanos sabem que a união Brasil-Argentina não vai engolir qualquer oferta. Na sua opinião, as negociações Mercosul-União Européia estão melhores.
Leia a seguir os principais trechos da entrevista, em que o chanceler avalia que, em dois anos de governo Lula, "a presença do Brasil no mundo é maior".
 

Folha - Estudo do Ipea mostra que, com a Alca, os EUA vão ganhar e o Brasil vai perder comercialmente. Isso vem bem a calhar para respaldar a resistência do atual governo à Alca na retomada das negociações, agora em janeiro?
Celso Amorim -
Ele ratifica a posição de cautela. Ratifica o que tenho dito: não adianta querer fazer acordos apressadamente, ainda que se possa beneficiar um setor específico. A gente tem de olhar o conjunto. É preciso ter uma Alca não como um contrato de adesão que você é obrigado a assinar embaixo, mas sim uma Alca negociada. Avançaríamos mais rapidamente se concentrássemos mais em acesso a mercado e menos nas regras gerais para o hemisfério. É difícil encontrar regras gerais com as quais todos concordem.

Folha - O estudo do Ipea não ajuda a enterrar a Alca?
Amorim -
Não sei. Não é o nosso objetivo enterrar a Alca, é ter uma boa negociação com os EUA. O fato de ser Alca ou não ser Alca, para nós, não é essencial. Existe a proposta da Alca, nós também não somos contra e podemos trabalhar desde que se ponha ênfase em acesso a mercado.

Folha - O senhor trocaria, então, a Alca por uma negociação bilateral direta com os EUA?
Amorim -
Não é trocar. Na prática, os EUA já fizeram isso com todos os outros. Só não querem fazer com o Mercosul, por alguma razão que eu posso intuir, mas que eles nunca expl


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